sábado, 21 de agosto de 2010

Um post nostálgico



Outro dia conversando com uma amiga (ela é chatinha, mas da boas ideias...) tive a ideia de escrever essa bagaça. Na verdade, eu queria mesmo reunir a The Fuckers pra mais um show memorável, mas enquanto num fazemos isso o jeito é escrever.
Nossa banda era formada por mim pelo Renato (Macaíba) e pelo Conrado (menos conhecido como Jeferson). Nossos rits começaram a sair com mais freqüência no 3º colegial, mas na verdade vínhamos compondo desde muito antes, ainda sem o Conrado (e até sem perceber haha).
Que eu me lembre, nossa primeira música, foi uma paródia feita na 8ª série pra uma apresentação de química. Juntos com o Will, eu e macaíba usamos a musica do Chaves, Se você é jovem ainda (ou qualquer que seja o nome real dela) e usamos nosso vasto conhecimento em química (turumpxi).
A letra que nos deu uma boa nota em química e nos livrou da recuperação (pelo menos no meu caso). Ela ficou mais ou menos assim:

Se você é átomo ainda, átomo ainda, átomo ainda
Amanha íon será, íon será, íon será
Somente quando você perde ou ganha elétrons
A ligação completa estará.


Juro que num sei se isso faz sentido, mas a professora nos deu uma boa nota.
Ainda na 8ª série fizemos outra parodia, mas dessa vez foi com a canção do exílio. Não me lembro do texto todo só do comecinho:

Minha terra tem Corinthians, onde joga o grande Gil...

Na época o atacante Gil jogava no todo poderoso timão.

Ficamos um tempo sem escrever obras-primas como essas, mas usamos nossa criatividade em desenhos e pseudo-progandas publicitárias e claro, ganhando boas notas com isso.
No 2ª colegial voltamos com a música. Na verdade, dessa vez com instrumentos musicais (foi quando começamos a tocar...tá bom, enrolar!).
Tocamos com o glorioso Daniel (hoje estudante de medicina da UFSCar) London London do Caetano Veloso, Debaixo dos Caracóis do Roberto Carlos e Que pais é esse? Do Legião Urbana.
Não me lembro de termos escrito nenhuma música nesse ano, mas bolamos o nome da nossa banda: The Fuckers!

No 3º colegial que a coisa foi produtiva. Fizemos músicas pra aula de português, inglês, história e foi quando nossa carreira deslanchou (hahaha).

A primeira música foi uma versão da Rock In The Free World do Neil Young pra uma aula de português.

Quero o Brasil um País Melhor

Eles se mostram como amigos
Ganham nossa confiança
Nos prometem mais abrigo
E escola pra criança

Fazem tudo por um voto, eles querem ter poder
Pra ganhar dinheiro fácil, mesmo sem merecer
Só exploram os coitados e enganam o povo
E na hora de cumprir não dão nem pão com ovo


(refrão)
Quero o Brasil um país melhor 4x


Só futebol não adianta
Mas o povo é muito anta
Se ilude com besteira
Até agüenta o Parreira

Não adianta só xingar e falar mal do governo
Somos nós que os escolhemos pra 4 anos inteiros
Vamos ter consciência, pois nós temos a culpa
Ao colocar no poder esses filhos da pátria.



Depois veio uma versão da 2000 Man dos Stones pra uma aula de inglês.

2,000 World

Well, my city is so crazy, the forecast don't work in it
When you think that will be hot, in the afternoon is hot

(refrão)
Don't you know, will be hot tomorow
'cause the global warming is fucking the weather of the world

In the winter is so hot, and in the summer is so cold
Better take care of your ass, or it can get freezing.

I am not felling my toes, that's because of the cold
but wait a minute my buddy, we are in the summer season

Hey man, stop to be stupid
Move your ass and recycle your trash


E a professora de inglês chegou a censurar o nosso ass...

A canção do exílio voltou a aparecer em nossas vidas, mas dessa vez cantamos a letra original com a melodia de Knocking on Heavens Door, ficou porreta! Alem disso o Renato fez uma música pra um trabalho de Revolução Francesa. Ficou do caralh*, mas infelizmente eu num tenho a letra.

Nosso ultimo show foi na nossa formatura, pra fechar com chave de ouro a trajetória da melhor banda de todos os tempos.



E quebramos tudo depois...



Até o Conrado (o camera)

domingo, 8 de agosto de 2010

Das Kapital



Não, não vou usar o lado historiador falando do livro do Karl Marx. Vou usar o lado amante da musica pra falar o que achei do novo cd do Capital Inicial.
O álbum Das Kapital é o mais recente da banda de Brasília gravado após a recuperação do acidente sofrido pelo vocalista Dinho Ouro Preto e lançado no primeiro semestre de 2010. Fui ouvir o disco só agora e aí vai um pouco do que achei dele.
Das Kapital alcançou o objetivo do vocalista Dinho Ouro Preto, que era captar a atmosfera de palco da banda, mas ao fazer isso perdeu um pouco a qualidade dos CDs anteriores do Capital. Tratando-se de Capital Inicial achei o cd com composições um pouco fracas. Um tanto pop demais pro som do Capital. Gostei da maioria das letras, composições simples, algumas até óbvias, mas bem feitas. Rimas previsíveis, mas que funcionam, temas em sua maioria sobre o amor, mas que também funcionam. As musicas são quase todas baladinhas clichês, mas melhor do que muita coisa que anda tocando por aí.
Na verdade fiquei um pouco decepcionado com o álbum, esperava algo mais rock and roll, com mais pegada e tudo mais. Mas a primeira impressão que tive ao ouvir não foi boa, talvez eu mude de opinião depois de ouvir outras vezes.
Um bom disco, mas achei que surpreenderia mais.

O que achei mais legal do cd é que no encarte, assim como no site, tem as cifras das músicas.

É possivel ouvir o cd no site da banda:
http://capitalinicial.uol.com.br/discografia-letras/das-kapital-2010/

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Are You Ready To Rock???




É isso ae! Banda Minx dia 29/07 no Cervejazul.

A pergunta é: porque estou divulgando essa banda no meu blog?
Resposta: Primeiro porque o blog é meu e eu posto o que eu quiser.
Segundo porque essa galera toca bem e o baixista é um grande amigo meu.
Além disso, o som deles presta homenagem ao verdadeiro rock and roll. Não essas merdinhas que tocam nas rádios pops, outro motivo para você ir prestigiar a banda.
O setlits deles apresenta covers de grandes nomes da música como Bon Jovi e The Police, além do rock brazuca, que claro, não poderia falar.

Essa mulecada realmente carrega o espírito do rock, um som simples, conciso, com pegada e atitude.
Por isso, quinta-feira, dia 29 de Julho, as pedras vão rolar no Cervejazul.

They kick ass! Let’s Rock!!!

Para mais informações:
Orkut e Twitter da banda.

terça-feira, 13 de julho de 2010


No dia de hoje é celebrado o Dia Internacional do Rock. Sinceramente, acho que um dia é pouco para uma manifestação artística tão marcante no mundo (claro que não é necessária uma escrotice tipo “ano do rock” igual a ONU faz com várias outras coisas...). Enfim, pra mim o Rock não é apenas um estilo de música, mas sim um way of life.
A música é capaz de proporcionar vários acontecimentos marcantes, mas o rock sabe como deixá-los mais marcantes. Mas não é pra ficar puxando o saco do bom e velho rock and roll, que escrevo esse post.
Na verdade é pra puxar o saco do blues, que sem ele o rock não existiria. Por isso hoje, dia 13 de Julho de 2010, Dia Internacional do Rock, presto a minha singela e humilde homenagem ao “pai do rock” (já que, infelizmente, não existe dia do blues, mas estou divagando de novo...).
Não vou ficar escrevendo a história do blues (deixa isso pra outro dia) porque o melhor mesmo é ouvi-lo. Por isso escolhi Hear My Train Comming, tocada pelo grande gênio da música e um dos mestres do rock Mr. Jimi Hendrix. Enjoy!

Versão Unplugged:



Versão Plugged:

quinta-feira, 6 de maio de 2010

"Amor non quoerit causam, nen fructum"


“Ora vede: Definindo S. Bernardo o amor fino, diz assim: Amor non quaerit causam, nec fructum: "O amor fino não busca causa nem fruto". Se amo, porque me amam, tem o amor causa; se amo, para que me amem, tem fruto: o amor fino não há de ter por quê nem para quê. Se amo por que me amam, é obrigação, faço o que devo; se amo para que me amem, é negociação, busco o que desejo. Pois como há de amar o amor para ser fino? Amo, quia amo, como ut amem: amo, porque amo, e amo para amar. Quem ama porque o amam, é agradecido; quem ama, para que o amem, é interesseiro; quem ama, não porque o amam, nem para que o amem, esse só é fino.”

Trecho do Sermão do Mandato de Pe. Antônio Vieira

sábado, 1 de maio de 2010

"Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão"


"Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...

Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..

E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão."


Fernando Pessoa

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Jazz, Jack and a Cigarette.



Just a normal night
Just a simple night
The moon is lightening the sky
Just waiting passes the time.

A jazz on the radio
The thoughts far away
Wondering if she is
Felling the same as you.

Just a normal night
Just a simple night
Whit the lonely company of music
Whit the only company that matters

Just jazz, Jack and a cigarette
Nothing else matters
You got what you want
All you need is your hand.

Poema feito na brisa de um jazz e com a cabeça longe...