quinta-feira, 6 de maio de 2010

"Amor non quoerit causam, nen fructum"


“Ora vede: Definindo S. Bernardo o amor fino, diz assim: Amor non quaerit causam, nec fructum: "O amor fino não busca causa nem fruto". Se amo, porque me amam, tem o amor causa; se amo, para que me amem, tem fruto: o amor fino não há de ter por quê nem para quê. Se amo por que me amam, é obrigação, faço o que devo; se amo para que me amem, é negociação, busco o que desejo. Pois como há de amar o amor para ser fino? Amo, quia amo, como ut amem: amo, porque amo, e amo para amar. Quem ama porque o amam, é agradecido; quem ama, para que o amem, é interesseiro; quem ama, não porque o amam, nem para que o amem, esse só é fino.”

Trecho do Sermão do Mandato de Pe. Antônio Vieira

sábado, 1 de maio de 2010

"Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão"


"Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...

Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..

E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão."


Fernando Pessoa

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Jazz, Jack and a Cigarette.



Just a normal night
Just a simple night
The moon is lightening the sky
Just waiting passes the time.

A jazz on the radio
The thoughts far away
Wondering if she is
Felling the same as you.

Just a normal night
Just a simple night
Whit the lonely company of music
Whit the only company that matters

Just jazz, Jack and a cigarette
Nothing else matters
You got what you want
All you need is your hand.

Poema feito na brisa de um jazz e com a cabeça longe...

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Nem tudo é o que parece


Poema feito em meio ao tédio de uma aula.

É apenas a imaginação
Isso não é a realidade
Nada disso aqui é verdade
Nada passa de ilusão.

É apenas uma projeção
Que parece a realidade
Não passa mais de uma invenção
Uma tentativa de construir a verdade.

Se nada disso existe
Qual a função de tudo?
Mas pra que responder isso
Se é tudo enganação?

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Já Chega!


Não tem tempo pra mudar
Eu quero logo é achar
Uma rápida saída
Não agüento mais essa vida.

Como é possível acontecer
Tudo isso, não é justiça
Com essa palhaçada toda
Não da mais pra conviver

Mentiras, excessos. Sucesso
A custa de todos
Sem respeito por ninguém
Só pensando em seus próprios bolsos.

Precisamos de uma mudança
Um herói com garra, e esperança.
Herói disposto a entrar pra história
Herói disposto a acabar com essa história.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Psycodelia




Luzes Sem Direção.
Luzes em todas as direções.
Uma grande confusão
Uma mistura de sensações.

Com formas inesperadas
Ações realizadas,
Por partículas desesperadas
Transformando as ações em animadas

Raios de esperança
Com alguma semelhança.
Um ar de civilização
Um feito, uma realização.

Movimentando-se desordenadamente
Correndo pelas ruas loucamente
A arte psicodélica de luzes,
Uma cidade psicodélica de dançantes luzes.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009


Não me importo com tendências nem estilos
Não me baseio em escansões para minhas produções
Não planejo o uso da rima
Tampouco penso se é ode ou é soneto.

Me utilizo de algumas imagens
Afinal assim fica mais representativo.
Não tenho técnicas de revelação
Apenas registro o momento de emoção .

A leitura quando se dá com a música
Aumenta a sensibilidade da experiência
Nesse caso, uso o feeling alheio
Para facilitar na eloqüência .

Talvez eu não seja um poeta genial
Sou é simples, tento ser original .
Tento ser claro e conciso
Só sei que da arte é que preciso.